quarta-feira, 1 de março de 2017

SEMEADORES URBANOS


Segundo estatísticas, somos mais de 7.300.000.000(sete bilhões e trezentos milhões) de seres humanos, fora os não contatados. Crescemos aos milhares diariamente.
Como gerar alimentos suficientes, para sustentar tal número de pessoas?
As pastagens, ocupam cada vez mais o campo, dando a falsa impressão, de que esta é uma solução para todos, e não uma solução econômica para alguns.
A monocultura, ampliada pelo agronegócio, também faz crer ser um bom negócio para todos, quando na verdade, é um bom negócio para poucos, muito poucos.
Fabricas de produtos alimentícios, produzem cada vez em maior quantidade, usando cada vez mais a química, na conservação e produção. Gerando um número incalculável de antigas e novas doenças.
A distribuição e comercialização centralizada em poucas mãos, produz verdadeiros cartéis, que dominam a comercialização e ditam os preços, tornando-os extremamente caros.
Existem milhões de pessoas, fora deste mercado, sofrendo toda sorte de privações. Número cuja tendência é aumentar.
Percebe-se com mais facilidade nas grandes cidades. Quase não há, áreas que não estejam impermeabilizadas por camadas de asfalto ou concreto, escondendo a terra sob ela.
O que fazer para impedir? 
Com certeza existem soluções. Algumas dependem de nós. Na mudança de costumes e na criação de outros.
Vamos a feiras, mercados, supermercados, comprar frutas, hortaliças e cereais.
Ao consumirmos estes produtos, descartamos, como fosse lixo, sementes de mamões, abacates, goiabas, melões, melancias, limões, caquis, ameixas, pimentões, tomates, pimentas, etc.
Se mudarmos, este costume: Ao invés de jogarmos no lixo, colocássemos em papéis, jornais, etc. Não em plásticos, ou outro material não degradável. E jogássemos em qualquer terreno possível, como as marginais de rios, córregos, represas, praças, parques, etc.
Imaginem se nossos avós, tivessem feito isto?
Hoje, andaríamos por ruas e avenidas, praças, vielas e travessas, por baixo de mangueiras, goiabeiras, mamoeiros, abacateiros, amoreiras, limoeiros, laranjeiras, caquizeiros, ameixeiras, e uma infinidade de outras frutas e hortaliças.
E com certeza, a fome diminuiria muito.

ivan de souza machado.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

RESPEITO

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Nasci em uma família católica apostólica romana. Logo a maioria, além de católica, tornou-se Kardecista ou Praticante de Espiritismo “Mesa Branca”.
Durante esta minha existência tive e tenho amigos católicos, que sempre me receberam em suas casas e Igrejas com educação e respeito.
Tenho, como sempre tive amigos e parentes protestantes, que de igual maneira, me recebem em suas casas e Templos.
Convivi e convivo com amigos e parentes muçulmanos, que recebem a mim em suas casas e Mesquitas como igual.
Gosto de visitar terreiros de Umbanda e Candomblé onde encontro parentes e amigos, o que me faz muito bem.
Meus amigos budistas e taoístas fazem questão de me convidar para suas festas e reuniões em suas casas e Templos.
Assim como amigos e parentes meus Adventistas, me querem em suas casas e Igrejas.
Há pessoas que dizem não ter preconceito, mas são intolerantes com crenças alheias.
Aceitam apenas a sua verdade como certa. A do outro não merece Respeito.
Convivem com o outro em seus locais de trabalho, em escolas, clubes, transportes coletivos, escondendo sua verdadeira face, fingindo uma tolerância que não tem.
São sim preconceituosos, não aceitam diferenças, principalmente o livre pensar.
ivan souza machado

terça-feira, 26 de julho de 2016

UM PONTO ESQUECIDO.

                                                                    
                                                      
 "A cada dia uma nova história, um novo personagem, um novo destino...Passageiro."                                                                                                                                 
Assim como é o serrote para o marceneiro e o martelo para o carpinteiro; a colher é para o pedreiro, como a agulha para a costureira.
Assim como para todos, o táxi é para o taxista, sua imprescindível ferramenta de trabalho.
Há profissões que tornaram-se raras, quase extintas: relojoeiros, alfaiates, sapateiros, entre tantas.
Dentro de pouco tempo: Taxistas.

Existirão, é claro, os teimosos saudosistas, parados em algum ponto, limpando o pó de suas ferramentas de trabalho, como um velho amigo conversando com seu táxi, a espera dos raros passageiros.


ivan de souza machado

quarta-feira, 30 de março de 2016

O QUE É PRECISO FAZER PARA MORRER?




Só há um acontecimento, que nos torna iguais.
Transforma a todos em um único produto ou resíduo.
Estranho, mas é comum a todos os seres vivos, animal, vegetal, mineral, microscópicos ou não, em todo Universo.
O que torna a morte, o mais democrático evento.
Branco, negro, azul, amarelo ou vermelho. Homem ou mulher. Hétero ou homossexual. De esquerda, centro ou direita.
 A morte iguala a todos.
No final somos apenas cadáver, húmus, matéria em decomposição, inerte.
Enquanto vivos, acumulamos bens até não podermos mais: Dinheiro, joias, carros, casas, roupas. Quanto mais e mais caro melhor; para no fim não levarmos absolutamente, nada.
Muitos gastam o que tem de mais precioso construindo templos, monumentos e grandes obras ou em guerras matando semelhantes, que julgam inimigos, para serem pretensos heróis.
Outros há, que utilizam o tempo no auxílio de quem necessita, como Francisco Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Gandhi, Jesus Cristo, médicos sem fronteiras.
Sabe quando estamos em uma fila, aguardando para entrar em um cinema, teatro, qualquer lugar e, lá na frente vê um seu amigo entrar primeiro. Assim é: Cada pessoa querida que vai é mais um passo na fila que damos. O duro é não saber quando será a nossa vez.
Aliás, para morrer basta estarmos vivos!
Ivan de souza machado

terça-feira, 8 de março de 2016

A HERANÇA

Acreditava, quando jovem, que meu pai e as pessoas da idade dele achavam entender e saber de tudo.
Hoje sei, que apenas desejavam transmitir conhecimentos adquiridos, sabiam que o tempo e a convivência seriam breves.

Tenho quase a mesma idade que meu pai ao partir.
O pouco que sei, a quem escuta, parece demais.
O Tempo para quem ouve pode ser longo, para quem fala é sempre curto. Sensação de que faltou algo a ser dito, comentado, discutido, criticado.
A voz, é a energia do pensamento transformada em áudio, tal qual a escrita em visual.
Ao transmitir o que sabemos ou crermos saber podemos parecer pedantes, chatos, arrogantes, tolos por querer facilitar caminhos, atalhos, evitando armadilhas e buracos que já caímos, histórias que vivemos ou fomos testemunha ocular.
O Tempo nos faz querer deixar como fosse eterno o nosso conhecimento, o nosso saber, o nosso  pensar.

ivan de souza machado

VALENTE


                                                                                                                       A Luíz Rogério da Fonte



Não importa em quantas pedras irá tropeçar, nem quanto tempo levará para erguer-se.
Valente é o que assume suas culpas. Que não mente, principalmente, a si próprio.
Valente é o que olha no espelho e vê realmente quem é.
Valente tem a sua opinião, não teme o contraditório, independente da maioria, respeita a de outros.
Valente nunca é o forte, nem o que está armado ou com muitos ao lado, mas o que não teme enfrentá-los, mesmo sabendo que irá perder.
"Covarde é o que está sempre ao lado do mais forte"
  



ivan de souza machado

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

NAVEGANTES NAS CARAVELAS.


Os europeus não gostavam de tomar banho, até hoje não gostam muito. Imaginem na época das caravelas, ficavam anos sem.
Para nós, que tomamos banhos diários, é quase impossível imaginar tal coisa.
Pulgas, percevejos, piolhos, além de ratos e pombas, acompanhavam os navegantes da época,
aonde quer que fossem.



O caminho das índias era o mais procurado, então, a cada porto desembarcado, junto iam todas as doenças e seus transmissores.



Ao embarcarem de volta ao navio, traziam as doenças locais e seus vetores.



Assim como não tomavam banho, não lavavam suas vestes, o que as tornavam casas ambulantes de toda sorte de parasitas.
Quando depois de navegarem por tantos mares e portos distantes e diferentes, a caça de tesouros e especiarias, aqui chegaram, trouxeram todas as doenças e vetores que ao longo do caminho amealharam.
Ao desembarcarem, encontraram um povo diferente, com estranhos costumes, por andarem nus, cultuavam o corpo cuidando dele, mantendo-o limpo, entre outras coisas, tomando banhos diários.
As pulgas, piolhos e percevejos logo atacaram os locais, disseminando varíola, peste bubônica, alergias, e toda sorte de doenças conhecidas e desconhecidas.
Além do cheiro nauseabundo que exalavam, seus corpos trouxeram a gripe.
Os ratos logo se espalharam, destruindo plantações e espalhando outro tanto de doenças.
As pombas viraram uma praga urbana, são ratos  voadores , espalhando seus piolhos e fezes pelo ar, transmitem entre outras doenças, a meningite.
Na época do desembarque, segundo historiadores, existiam mais de cem milhões de residentes, em poucos anos, uns poucos milhares.
Para sobreviverem, embrenharam-se na mata, permanecendo ocultos por séculos.
Estranho que até hoje, este nosso costume cause espanto, em quem é do lado de lá.


ivan de s. machado

domingo, 18 de outubro de 2015

LÍVIA





Tentou evitar. Não era possível, ainda mais aos sessenta e cinco anos. Apaixonou-se.

E foi amor à primeira vista.  Quando a viu através do vidro, no berçário, nos braços da enfermeira, ficou emocionado, não pode segurar as lágrimas.

Terminava ali a expectativa de nove meses. Sua filha, única entre três filhos, dera à luz a uma menina. Sua netinha: Lívia!

Lembra de ter ficado feliz desta maneira cinco vezes: Nos nascimentos dos filhos e do neto.

A vida, ganhamos de graça de nossos pais, o que fazemos com ela é nossa responsabilidade.

Quando temos a oportunidade de termos filhos, ganhamos também a chance de transmitirmos o que temos de melhor: “O conhecimento”.

Aprendemos com nossos avôs e com nossos pais, a balbuciar as primeiras palavras, a dar os primeiros passos, a levantar de todas as quedas, são nossos primeiros e mais importantes Professores.

Quando nos tornamos avós, é como se ganhássemos um grande prêmio, como se a nós fosse permitido, novamente, ver nossos filhos crescerem.

Podermos agora, “curtir”, brincar com eles, ensinar a parte boa da vida, sermos seus melhores amigos. A outra parte, cabe aos pais.

Em tudo o que errei com meus filhos, quero acertar com meus netos.

Agradeço todos os dias ao SENHOR, por permitir a nós, seus avós, estarmos vivos e participarmos desta mágica.


ivan de s. machado

segunda-feira, 13 de abril de 2015

PRECE AOS DESAFETOS!


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 -O que a vós posso desejar?
-Que tenhas nesta e n’outras vidas, a mostrar o caminho, um poeta, tão bom quanto Virgílio.
-Que ao chegar às margens do triste rio, Aqueronte, nele não precise mergulhar.
-Que lá esteja Caronte, em bom porto a lhe esperar.
-Que em ígneas e candentes pedras, não sinta teus pés, ao nelas pisar.
-Que a arfante peito, ar não falte, ainda que quente e ácido, para que de faminto Cérbero, fugir possa.
-Que quando angústia desmedida invadir tua lembrança, não tenha em mim, mísero e vingativo anjo, a justificar teu calvário.
-Que possa ainda alçar tua cabeça, da fétida lama em que te encontra, e entre labaredas teus ais ecoem, reverberando no bálsamo de preces minhas.
-Que o desejo de imortalidade, que através do acúmulo de reluzente metal buscaste, finalmente logrado êxito tenha, e para todo o sempre, possa em escaldante rio mergulhar. -AMÉM!





ivan s. machado

domingo, 12 de abril de 2015

A BALA PERDIDA !


 


 Ao voltar para casa,
Cansado e com fome,

sua esposa o serviu.
Não teve tempo,
Nem do garfo à boca levar.
Ao ouvir o estampido conhecido,
No cotidiano do morro carioca onde vive,
Por instinto jogou-se mesa abaixo.
Sua espôsa, sua senhora, sua companheira,
o seu amor, não foi tão rápida.





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quinta-feira, 12 de março de 2015

O DESPERTAR !


Todos os dias, logo cedo, assim de manhã, pela televisão, rádio, jornal, web, somos bombardeados por guerras, atentados, epidemias de dengue, ebola ou outra qualquer, enchentes, secas, desmoronamentos, assaltos, roubos, agressões, espancamentos, estupros, sequestros, assassinatos.

Saímos para trabalhar, a pé, de moto, carro, bicicleta, ônibus, metro. No caminho, o único pensamento que nos acompanha é o medo de sermos assaltados ou roubados, molestados, agredidos, sequestrados, violentados, estuprados.

Quando chegamos ao local de trabalho, o receio de que a qualquer momento, sejamos assaltados, roubados, agredidos, violentados, sequestrados é constante. Trabalhamos apavorados.

Fim de um longo e cansativo dia de trabalho. No retorno, o medo nos acompanha. 

Oramos para chegarmos em casa e encontrarmos tudo bem.

Em casa, como logo cedo pela manhã, a mídia televisada, falada, escrita, transmitida pela web, nos recebe com guerras, assaltos, roubos, agressões, linchamentos, estupros, sequestros, assassinatos. Enquanto todos que estão fora não chegam, não ficamos tranquilos.

Com todos em casa, certos de a qualquer momento sermos invadidos, assaltados, roubados, agredidos, violentados, estuprados, assassinados. Dormiremos aterrorizados.

Pergunto:

-O que é Terrorismo?  - O que são terroristas?