Trirrrrim! Toca o despertador. Quatro horas. Já acordada, estica o braço, e desliga.
Levanta vai até o berço de seu filho, ajeita as cobertas sobre ele. Por um instante para, e o olha dormindo.
Vai para a cozinha, coloca água no fogo para fazer café, leite para o mingau, pega o coador, bule e um prato.
Após preparar tudo, vai ao banheiro. Volta e toma café.
Retorna ao banheiro, toma banho, troca-se, e faz a primeira coisa que mais lhe causa dor do dia:- "Acordar seu filho". Carinhosamente passa a mão pela sua cabeça, puxa devagar as cobertas, pega-o no colo, beija seu rosto, enquanto pede que acorde.
Troca-o de roupas, leva para a cozinha, coloca sentado em seu colo, e com toda a paciência, colher a colher, dá o mingau em sua boca.
Limpa e o agasalha, mais uma vez pega no colo. Põe a bolsa no braço, a mochila no ombro, e sai.
Chega na creche. É hora da segunda coisa mais difícil do dia:-" Deixá-lo". Sente como se o abandona-se.
Abraça, beija, dormindo ainda ele está.
Respira fundo, tem que ir trabalhar, depende dela. Vira e vai embora, orando, pedindo a Deus que o proteja.
Pontualmente, às sete e trinta, esta na Empresa. Às oito horas começa a reunião. Nunca falta ou atrasa. Terminada a reunião, pega seu material e vai para sua área de trabalho.
Vendas presenciais a varejo é o que faz. Visita todos os dias, exceção domingo, em média quarenta clientes, uns dez quilômetros de caminhadas. Banheiros imundos, ofensas, cantadas, galanteios, cachorros, mil nãos, poeira, sol, frio, chuva, barro, ônibus lotados e, alguns sim.
Cansada, ao final do dia esta feliz, fez o seu trabalho.
Vai buscar seu tesouro.
Amanhã será apenas outro dia, espera que de boas vendas
ivan de souza machado