quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

RETRATO DO PAI, A CARA DA MÃE!


Sempre quis ser igual ao pai, mas o destino o fez igual à mãe.

O pai, seu herói, nunca entendeu os olhares a ele dirigidos de admiração, de respeito e amor.

Na escola quando muito pequeno, lembra-se do pai e da mãe juntos levando e buscando.

Conforme o tempo passava e mais velho ficava, mais distante o pai andava. Juntos não mais a escola seus pais foram, só a mãe.

Seus sentimentos pelo pai nunca diminuíram, mesmo quando de casa o expulsou. A tapa na cara não doeu tanto quanto suas palavras.

O seu herói, aquele a quem seus olhares de admiração e respeito sempre foram dirigidos, disse ter vergonha, nojo, desprezo dele.

Mesmo quando na calçada sua mãe dando um beijo despediu-se, abraçou-a pedindo que sossegasse seu coração, por que o amor que sentia por eles jamais diminuiria.

Assim começou seu caminhar pela vida.

Subiu muitas escadas, escorregou e caiu também, mas nunca desistiu do que Deus, através dos pais, dera-lhe: “A vida!”.

Quando o pai ficou doente, correu a socorrer levando-o a um hospital.

Sem poder falar, seu pai olhou-o pela última vez.
O mesmo olhar que como filho sempre dedicara a ele: “De amor”!

 

Ivan de Souza machado

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