quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

RETRATO DO PAI, A CARA DA MÃE!


Sempre quis ser igual ao pai, mas o destino o fez igual à mãe.

O pai, seu herói, nunca entendeu os olhares a ele dirigidos de admiração, de respeito e amor.

Na escola quando muito pequeno, lembra-se do pai e da mãe juntos levando e buscando.

Conforme o tempo passava e mais velho ficava, mais distante o pai andava. Juntos não mais a escola seus pais foram, só a mãe.

Seus sentimentos pelo pai nunca diminuíram, mesmo quando de casa o expulsou. A tapa na cara não doeu tanto quanto suas palavras.

O seu herói, aquele a quem seus olhares de admiração e respeito sempre foram dirigidos, disse ter vergonha, nojo, desprezo dele.

Mesmo quando na calçada sua mãe dando um beijo despediu-se, abraçou-a pedindo que sossegasse seu coração, por que o amor que sentia por eles jamais diminuiria.

Assim começou seu caminhar pela vida.

Subiu muitas escadas, escorregou e caiu também, mas nunca desistiu do que Deus, através dos pais, dera-lhe: “A vida!”.

Quando o pai ficou doente, correu a socorrer levando-o a um hospital.

Sem poder falar, seu pai olhou-o pela última vez.
O mesmo olhar que como filho sempre dedicara a ele: “De amor”!

 

Ivan de Souza machado

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DESABAFO !


                            

 
Como pode alguém acreditar nas promessas de um político, dizendo que vai melhorar o ensino público, se ele não usa.

Como pode acreditar quando diz que vai melhorar o transporte público, se não utiliza.

Como pode alguém crer num político que diz que vai investir na saúde pública, se dela não se serve.

Como pode alguém ter fé num político que diz que não venderá nenhum patrimônio público, se seu antecessor e ele próprio venderam por baixo preço, quase todas as empresas brasileiras.

Pergunte o valor da vida daquela criança, daquela mãe em gestação, daquele idoso, daquela senhora que o médico não quis atender, por não terem convênio e nem como pagar.

-Quitaram com a própria existência!

-Qual o valor?

O político sabe. Custa a verba que ele desviou para a sua clinica, hospital particular ou de quem financiou sua campanha.

-Qual o valor?

O médico sabe. É o valor da mensalidade de um convênio qualquer, é o valor de uma operação, de um tratamento.

-Custa cem, custam mil, dez mil, um milhão, não importa.

Gostaria que dissessem qualquer um: -“Custa quanto dar a eles a vida de volta?”
 

-Qual o preço?
 

Qual o dinheiro que pode trazer a vida de volta?

-Onde comprar? Qual shopping?

Ao juramento de Hipócrates, hoje agregasse outro:- O do Hipócrita!

O valor da vida para o médico moderno “globalizado” é em dólar ou euro, ouro o que seja. 

Provoca mais comoção na mídia a morte de cães, que a de uma criança pobre em um hospital qualquer.

-“Quando o Estado defende o Capital, quem o tem, detém o Poder.”

 “Aqueles que não tem poder de consumo ou pouco tem estão à margem, tratados como cidadãos sem classe, “vira-latas”, sem poder de influir ou mesmo sugerir mudanças legalmente éticas a serem tomadas pelo Estado que os favoreçam, tais como respeito à Constituição, através do respeito aos Direitos Civis.”

O crescente endividamento como inserção desta população ao Capital, por meio do crédito a médio e longo prazo, levara ainda mais para baixo os integrantes do sopé da pirâmide, cheia de ilusão da posse da casa própria, do carro, da assistência médica, do que seja na realidade quanto mais adquire, mais dívidas têm.

Quando o Estado se afasta do Cidadão, distância também da Coisa Pública, fazendo com que tudo tenha que gerar lucro, todos os bens e serviços outrora Patrimônio do Cidadão, tornam-se mercadorias, produtos a serem comercializados.

Água, energia elétrica, saúde, educação, direito de ir e vir, ao serem privatizados transformam o Cidadão em cliente, além de impostos, só poderá utilizar mediante pagamento antecipado, o que antes era seu Direito.

-Quanto vale a vida de uma criança ou de um adulto?

A consciência de que o que tem que ser Padrão de Qualidade e Referência é o que a todos nós pertence, não de graça, pagamos impostos à vida toda e quase não utilizamos. “O que é Público tem que ser o melhor, quer seja a Educação, a Saúde, a Segurança, o Transporte, a Energia, a Comunicação e os nossos funcionários.”

 

Ivan de Souza machado

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A MENINA QUE DESCOBRIU UM DOS MAIORES SEGREDOS DO UNIVERSO!


Adorava a avozinha, gostava de ficar no colo dela bem aninhadinha, ouvindo as batidas do seu coração.

Parecia fundo musical das estórias que contava.

Um dia a avozinha, muito séria, falou:- “Você quer saber de onde vêm todas as histórias que há no mundo?”

- Quero vovó! Respondeu, sem pestanejar.

- É um dos maiores segredos que existem. Tem que ter paciência para aprender, leva tempo, aliás, não se aprende nunca tudo, nem vivendo mil anos.

- Não faz mal, avozinha. Sou muito nova, só tenho cinco anos.

- Está bem, amanhã começaremos.

Duro foi pegar no sono. Acordou cedinho. Correu a cozinha, já sentindo o cheiro gostoso do café da avó.

-Bom dia avozinha! Vamos começar?

--Bom dia, meu amor! Calma. Primeiro vamos comer, depois começaremos.

Terminado, foram para a sombra do cajueiro que havia no quintal dos fundos.

A Avozinha sentou em um banco e a neta no chão à frente.

-Sabe filhinha todos os segredos que existem no universo, inclusive o que só temos no pensamento, podem ser revelados.

-Como avozinha?

- Através das letras. Pegue este graveto aí na sua frente e me dê aquele outro lá.

- Pronto avozinha. E agora?

- Agora você faz o que avozinha esta fazendo.

Com um graveto nas mãozinhas, riscava o chão de terra batida imitando a avó.

-Dois riscos, dizia a avozinha, imitando telhado de casa, com outro risco no meio, é o A.

- Um risco em pé, tornava a avozinha, com meia bolinha em cima, do lado, e um rabinho de cobra em baixo, é o é.

--Um risco em pé, falava a avozinha, com uma bolinha bem pequena em cima, é o i.

-Uma bolinha, é o Ó, disse a avozinha.

-Dois riscos do lado e um embaixo, é o U. Pronto. Você já sabe a primeira parte do segredo. Tem que praticar todos os dias para não esquecer. Repita depois da vovó: - “A, é i, ó, u.”

-A, É, I, Ó, U, repetiu a menina.

A avó foi para dentro de casa, voltando com algo nas mãos.

-Isto é um caderno e um lápis, conforme for aprendendo quero que vá escrevendo e repetindo tudo, esta bem?

-Esta bem avozinha! Respondeu enquanto pegava o caderno e o lápis, pondo-se a escrever e ler em voz alta.

Não parou mais. Todos os dias a avozinha ensinava letras novas e todos os dias, a menina juntava com as que já sabia, escrevia e lia em voz alta.

-Agora, disse um dia, a avozinha vai ensinar a escrever a sua primeira e mais importante palavra:- “Seu nome!”

Ela não disse nada, apenas olhou com olhinhos brilhantes, como só criança sabe olhar.

-Não! Deixe os cadernos e lápis. Vamos usar gravetos.

Sentou no mesmo lugar à sombra do cajueiro, a menina a seus pés.

-Faça a letra que imita a cobra rastejando, para cima.

-Assim:- s?

-Isto! Muito bem. Agora o risco em pé e o pontinho em cima.

-i.

-A que é um risco grande sem pontinho.

-l.

-Aquela que você mais gosta:- "Um risco em pé, com meia bolinha pro lado de lá e um rabinho de cobra embaixo."

-Hum! Hum! O e.

-Faça aquela que o risco sobe, faz uma curva e desce.

- AH! Esta é o n.

-Chegamos à última letra:- "Repita a que você mais gosta."

- É o e, avozinha.

-Levante-se.

-A menina obedeceu.

- Filha, você sabe seu nome? Perguntou a avozinha com voz embargada.

-Sim, vovó!

-Então fale lendo a palavra que escreveu no chão.

-Silene!...Silene!...Silene!

Emocionada, não conseguia mais parar de ler e falar seu nome. Abraçou e beijou a avozinha, e saiu escrevendo seu nome em todos os lugares que pode.

No dia seguinte ao acordar, a avozinha estava ao lado de sua cama com um embrulho nas mãos, dizendo ser um presente.

Toda feliz abriu o pacote. Ficou surpresa e um pouco decepcionada.

A avó percebendo passou as mãos em seus cabelos.

-Isso, meu amorzinho, é o melhor presente que posso lhe dar:- "Um livro!" Aí dentro tem todas as letras que precisa compreender, quando conseguir terá desvendado o segredo mais sagrado da vida:- "O conhecimento!"

Aos poucos, com a ajuda da avozinha, foi entendendo todos os riscos que formam as letras, e com elas as palavras, e com as palavras passou a ler e a escrever.

Através da leitura dos livros, pode viajar e conhecer todos os cantos do planeta e fora dele, seus habitantes, suas línguas, sua fauna, seus sentimentos.

Pode compreender o que era saudade, o que era tristeza, solidão, alegria, dor, angústia, felicidade e amor. Descrever acontecimentos de vidas alheias, o nascimento de um filho, a partida cheia de tristeza, a chegada anunciada repleta de alegria.

Até que a busca do segredo tomou conta de todo seu ser, e ao cumprir um pedido da avozinha, o de difundir o segredo das letras, tornou-se Professora, assim maiúscula.

E um dia, ao rabiscar seu nome adicionou Escritora.

Ivan de Souza Machado


sábado, 30 de junho de 2012

O BARCO QUE CARREGA NOSSAS VIDAS!


"Não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual, mas sim, seres espirituais tendo uma experiência humana". Anônimo.

  Ao iniciar, não tão longa viagem leva em seu bojo magnífico tripulante, que do mais alto mastro central a Gávea, arguto, observa e aprende.

Em mar calmo adentra deslizando suave sobre plácidas águas.
Brisas insuflam suas velas, levando rumo ao desconhecido.
No agito das mesmas, leves ondas encrespam a superfície. O negror tinge alvas nuvens, anunciando tempestade que se aproxima.
O balouçar suave transformasse em tresloucados vai e vem.
A serenidade faz do comandante seguro na rota escolhida. A proa corta furioso liquido, decidido a vitoria alcançar.
O tempo o torna sagaz.
Muitas batalhas a quase naufrágio levou.
Vitorioso conta histórias a quem singra mares ao lado.
De todas as viagens que fez, trouxe conhecimentos a quem a bordo está.
Contempla o horizonte. Vê o sol se por pela última vez.
Ao atracar, repousa em definitivo porto.
Enquanto seu capitão busca outro para navegar.

Ivan de Souza machado

quinta-feira, 28 de junho de 2012

DISCURSO!

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A base inconsciente consente inconseqüentes atitudes exacerbadas por quem a representa.

Dúbios concursos formam hordas de públicos funcionários exiguamente capacitados, regiamente pagos.

O asfixiante controle exercido por titânicos interesses monetários sobre a mídia e o que seja que possa gerar pensamentos divergentes, nivelou a intelectualidade subverta.

Contestar virou sinônimo de chatear, questionar fora da pauta tornou-se indelicadeza.
O politicamente correto substituiu o operário padrão.

  A bestialidade,tomou o lugar do talento.

ivan de souza machado.

terça-feira, 12 de junho de 2012

QUANDO MONSTROS MORAM NO CORAÇÃO!







"A cada chute um aí contido.

A dor não doía mais no corpo, nem no coração.

Doía na alma!

Que DEUS ouça nossa prece e faça com que sinta dobrada a dor de cada chute dado com tanta valentia, na frágil criança."



A casa deveria ser seu grande refugio, o lugar onde nenhum monstro penetra.

O Lar para uma criança é como se fosse um templo, um lugar sagrado, de paz e amor.

A visão que tem dos pais é a mesma que temos de DEUS, nossa maior senão única esperança.

É terrível para a criança descobrir que o monstro está do lado de dentro.

Que o seu templo é na verdade o lugar onde habitam seus medos.

Que a visão que julgava ser divina, revelasse ser do monstro.

E o pior... Não há saída!



John Lennon e sua esposa Yoko Ono, um dia decidiram fazer todas as tarefas de casa:- Lavar roupas, cozinhar, limpar, passar e tudo o mais de joelhos, só para sentirem as dificuldades de uma criança.

Tentem e descobrirão como o fogão é alto e perigoso.



Ivan de Souza machado

quarta-feira, 6 de junho de 2012

DZI CROQUETES!


Um dia que não sei dizer qual, nem quando.

Ditadura comendo solta.

 Esquadrão da morte dizimando todos os pensamentos contrários.

Televisão, rádio, jornais, a assim chamada mídia, homogeneizando pensamentos, dominando, transformando jornalistas e publicitários em intelectuais.

Resolvemos sair para assistir um espetáculo no Maria Della Costa. A única coisa que sabíamos é que Lenie Dale estava no elenco e como éramos fãs, fomos.

Normal na época, encontrar conhecidos em portas de cinema, teatros em qualquer lugar que valesse a pena ir e tentar entrar de graça, mesmo tendo dinheiro.

Teatro lotado. Não sabíamos o que esperar. Ninguém sabia.

Nunca fomos conformados. Nunca aceitamos o pensamento coletivo, todo mundo vestindo, falando, cantando e principalmente, pensando igual.

Ao menos era o que pensávamos.

Quando terminou o espetáculo, e a luz acendeu, foi como se tivéssemos nascidos ali, de novo.

Preceitos, conceitos, preconceitos. Costumes. Moralidade. Religiosidade. E principalmente: “CORAGEM”!

Quem viu, viu.

Não há na pasteurização coletiva de hoje, parâmetros para exemplificar o que ocorreu há uns quarenta anos, nada que possa impactar tanto.

ivan de souza machado

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O QUE É VIVER BEM?

Acordar logo cedo pela manhã. Abrir os olhos, virar a cabeça e ver ao lado a pessoa amada.
Levantar, ir aos quartos dos filhos e ver todos em suas camas dormindo.
Olhar e ver o neto em sonhos, tranqüilo.
Entrar na cozinha, por a mesa e preparar o desjejum. Pegar uma bandeja e levar para sua esposa. Acordá-la gentilmente com um beijo, dar bom dia e colocar em seu colo.
Voltar, acordar todos para trabalhar e o neto para ir à escola.
Ajudar a se vestir, tomar café, pegar a mochila, dar um beijo na avó, no pai, no tio e levá-lo  para a aula.
Pelo caminho sentir o sol ou a chuva, o vento, o calor e o frio, e dividir cada uma das sensações com ele.

Olharmos juntos as árvores, os animais, os insetos e responder a todas as suas dúvidas.
Ir trabalhar, poder trabalhar, conviver com colegas, clientes, amigos ou não.
E poder agradecer a Deus por estar vivo, por ter uma nova chance mais um dia.

 



ivan de souza machado

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A MULHER QUE NÃO CONHECIA O JARDIM.



Logo cedo acordar, abrir os olhos, levantar, ir ao banheiro, tomar seu desjejum e como todos os dias, sentar no computador.
A vida para ela era uma rotina gostosa, cheia de surpresas prazerosas.
Começava bocejando entre xícaras de café a viajar em um mundo só dela.
Navegando pela web visitava os mais diferentes, remotos e distantes lugares do planeta e algumas vezes fora dele.
Viu incontáveis pores do sol e outros tantos nascer. A lua já não era uma eterna visão poética, até crateras batizou com seu nome.
Morria de medo de cobras, aranhas, escorpiões e uma infinidade de outros insetos, e agora tocavá-os na tela.
Fez safáris inúmeros pelos mais exóticos e estranhos lugares, em meio aos maiores e mais ferozes animais da terra.
Mergulhou nos mais profundos e perigosos rios e mares, com baleias e tubarões e a todos acariciou.
Quando a saudades bateu, pode recordar parentes que a muito não via, de irmãos e irmãs de moradia distante. Amigos que para longe mudaram. Aquele amor, a muito num canto qualquer escondido.
É como se a maquina do tempo fosse seu computador.
Mas, o que fazia com que perdesse o sono e varasse a madrugada, eram os sites de relacionamentos. No inicio teve receio de colocar seus dados e fotos, mas a cada abrir e entrar uma nova amizade nascia.
Até que uma ficou mais interessante, e após trocas de fotos, e-mails, piadas, conversas banais e confidências, transformou-se em namoro.
A cada teclar a paixão indecisa e estranha no inicio, num crescer aos poucos virou um grande amor.
Seus rotineiros e tranqüilos dias acabaram. Acordar na madrugada para ligar a maquina a procura de uma sílaba qualquer de carinho ou passar a noite insone, cheia de dúvidas e ciúmes, ao imaginá-lo teclando para outros endereços da web, ficou constante.
Só tinha paz ao notar o Outlook anunciando a chegada de uma postagem e verificar ser dele.
Conversava com ele sem perceber que não estava ao seu lado. Acaricia e beijava a tela, como fosse seu rosto e sua boca.
Ao deitar para dormir, falava do quanto o amava, dava-lhe beijinhos, pedia que sonhasse com ela, como se a seu lado estivesse.
O dia em que após uma tempestade a internet caiu e ela ficou sem conexão por algumas horas, teve a impressão que enlouqueceria.
Ligou do celular a todos que conhecia na esperança de terem conexão e permitirem a ela utilizar.
O desespero tomou conta, um aperto tão grande no coração que faltou ar. Começou a gritar e quebrar tudo o que estava ao alcance
Quando um seu irmão, chamado junto com a policia, conseguiu entrar, o susto foi grande.
Um cheiro de mofo, sujeira, janelas a muito fechadas, como se a casa a tempos houvesse sido abandonada.
Ao sair da casa para o hospital a luz do sol foi dolorosa para ela, estranhou o ar cheio do aroma das flores do seu jardim.
Quando no hospital o médico perguntou se estava melhor, respondeu:- “Sim doutor, posso usar o seu computador?”.
Fin.

Ivan de s. machado

quarta-feira, 21 de março de 2012

COMPREENSÃO DA EVOLUÇÃO.


O dia, em que compreendermos as palavras dos Profetas

descobriremos que só falaram de um tema: AMOR!

O dia, em que tivermos a compreensão

DELE, amaremos a tudo e a todos sem

preocuparmo-nos se somos amados

O meu Deus, o teu Deus, O Deus deles

será o nosso DEUS.

Não importa o nome pelo qual ELE é

chamado por cada um de nós, o importante

é a nossa fé.

O dia, em que esta concepção do AMOR,

como sinônimo da palavra DEUS tornar-se

Fé, única será a nossa CRENÇA.

Vários serão os VENTRES que nos gerarão,

a muitos chamaremos de PAI, mas

nós, só de um nome seremos chamados:

IRMÃOS!... E nosso reino será a PAZ.



Ivan de Souza machado

sábado, 25 de fevereiro de 2012

TATOO!


Os primeiros pintaram nas paredes de cavernas, onde suas frágeis tintas ficaram para sempre protegidas das interpérieis.



Depois com o passar dos tempos, técnicas de pinturas foram sendo aprimoradas assim como telas, variando de paredes, muros, tetos, tecidos, papel, os mais diversos materiais possíveis.



Hoje utilizam a pele como tela e o corpo como a mais moderna e democrática exposição de arte, através da tatuagem.



É interessante, pois, a tela em questão, está em constante movimento variando o local de exposição, assim como a luz natural ou artificial sobre ela, criando as mais diversas combinações de luz e sombras.



O fundo também muda constantemente podendo ser o meio urbano, o campo, o mar, ambientes fechados ou abertos, de acordo com as movimentações do corpo/moldura, podendo assumir também as mais diferentes posições, a bel prazer do proprietário da obra.

 O mais importante é que podemos interagir com a obra de arte não só com o olhar, mas, tocando, apalpando, acariciando.

Grandes mestres da pintura Da Vinci, Dali, Reimbrant, Monet, Picasso, Gauguin vanguardistas antenados em tudo que era novo, hoje com toda certeza estariam utilizando o corpo e a pele como moldura e tela.



ivan de s. machado

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FARRAPOS!

Jogados largados chutados abortados

Dormem nas calçadas de cara nas sarjetas

Como bosta de cavalo no asfalto

Nauseabundos odores exalam

Podres poderes legalmente eleitos

Exercem excedem exorbitam autoridade

Varrem com canhões d’água do público passeio

Esses seres urbanos quase humanos suburbanos

Acordados agora molhados lépidos funcionários

Ditos públicos calam grunhidos como fossem protestos

De seres inumanos suburbanos que vistos das sacadas de humanos

Ferem doem seus olhos ofendem seus narizes estragam o paladar

Como bostas de cavalos no asfalto são varridos escondidos como adubo soterrados

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O HOMEM FEMININO.


A mãe dela ficou doente, teve que viajar às pressas.

Sem problemas, falei para ir tranqüila que de tudo tomaria conta. Se ela, uma mulher consegue, por que eu um homem, não faria o mesmo.

Tirei férias, que já estavam vencidas e pensei que como teria que cuidar da casa e das crianças, aproveitaria para descansar.

Fiz uma lista de tudo o que teria que fazer, colocando tudo de maneira organizada, com horários para cada um cumprir. Simples para quem esta acostumado a gerenciar uma empresa.

E foi assim que descobri ser quase impossível manter a casa sem ela.

No dia a dia, no corre- corre dos afazeres domésticos tudo parece tão fácil, tão igual, tão comum.

Lavar e estender a roupa, limpar a casa, cozinhar, colocar o lixo, passar a roupa... Tudo tão fácil, tão simples.

Saber o que comprar, quando comprar, aonde comprar, comprar, atender ao telefone, pagar contas, saber quando e quanto, aonde, para quem pagar... Tudo tão fácil.

Café da manhã:- Um gosta de pão francês fresco, margarina com sal, outro de pão francês sem casca, outra de torradas ou pão tipo americano light, geléia, manteiga sem sal ou patê de atum, frutas, outro ainda banana amassada, sempre prata, com aveia e papaia, café bem quente com leite sem nata só com adoçante... Fácil, muito fácil, facílimo.

Lavar a louça:- Tem a do café, a do almoço, a do lanche da tarde, a da janta, e a que houver antes de dormir... Fácil demais.

Para o neto, capítulo a parte:- Pela manhã, acorda cedo, temos que deitar a seu lado para que segure uma de nossas orelhas, tome a mamadeira, nem quente, nem fria, morna, e volte ou não a dormir. Acorda, novamente, lá pelas nove horas, quando então desce para assistir televisão, vir à mesa tomar seu desjejum. Adora ovo frito com pão, sem casca, cortado em pedaços. Após, toma banho, sempre em sua banheira, coloca o uniforme, lavado e passado, vê mais televisão até a perua o levar à escola.

Finalmente podemos comer alguma coisa, descansar assistindo um pouco a televisão, enquanto lavamos a louça do café, limpamos a cozinha, a casa, passamos a roupa, limpamos o quintal, cuidamos do cachorro, etc. Até o neto chegar da escola... Tudo tão simples, tão rotineiro.

-Socorro!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

DROGADO.


A mãe sempre fez tudo por ele e para ele, o pai também.

Na vida tudo sempre foi fácil. Muito fácil.

Desde bebe teve alguém ao lado, para atender suas necessidades.

Seus pais supriam todas suas vontades:- Melhores escolas, melhores roupas, melhores brinquedos, melhores babás, melhores motoristas.

Nunca ficou doente; se ficou as babás não informaram.

Se alguma vez brigou na escola, não souberam, aliás, nunca trocaram suas fraldas, nunca o ouviram chorar a noite, sempre teve algum serviçal que o fizesse.

Por isto não perceberam quando começou a beber, nem quando passou a fumar.

O dia que pela primeira vez mandaram o advogado da família buscá-lo na delegacia, por causa de brigas numa boate, acharam normal para a idade, coisa de adolescente.

O que não entendiam, eles que sempre foram ótimos pais e deram tudo a ele, carros, motos, barcos, dinheiro. Que fosse ser preso dentro de uma favela. Na certa influência de algum funcionário.

Que vergonha, seu filho no meio de pobres mal cheirosos. Poderia ter contraído uma doença infectocontagiosa qualquer. Por isso, depois de ter ficado vinte e quatro horas detido na delegacia, foi direto a um SPA por uma semana, para descontaminar.

Quando voltou para casa, passaram a receber reclamações constantes dos serviçais. Seu menino os estava tratando muito mal.

O que queriam? Será que esqueceram, ele era o patrão. Se não estivessem contentes, procurassem outro lugar para trabalhar.

Lembravam de tudo isso, enquanto aguardavam a liberação do corpo pelos advogados. Receberam a noticia em viagem, ela num estado do sul a trabalho, ele também em viagem, mas fora do país.

Overdose, a causa mortis.

Segundo o médico a muito era usuário. Nunca notaram.

No velório e no enterro os que mais choraram e rezaram, além do padre contratado para a missa, foram os serviçais, as babas, os motoristas, as faxineiras, cozinheiras, copeiras, todos que primeiro o viram andar, crescer e agora partir